Paisagens Culturais e Turismo

Espaços de Paisagem Cultural e Economia do Turismo em Portugal

As dinâmicas territoriais do continente português  apresentam, a partir das décadas de cinquenta e sessenta do século passado, um ciclo de concentração urbana nos territórios metropolitanos litorâneos, acolhendo pessoas e atividades económicas, que implicaram um abandono das vastas áreas territoriais do interior. Esse fenómeno foi reforçado com as dinâmicas de migração de mão de obra ativas, para as cidades europeias, particularmente de França e Alemanha, mas também em diferentes escalas para outros territórios diaspóricos.

Em 1974 e 75, com as independência das colónias africanas, deu-se um fenómeno inverso, de retorno de cerca de meio milhão de portugueses, que ora regressaram aos territórios de origem familiar, ou se concentraram nas áreas urbanas. A partir de 1985, com a entrada de Portugal na Comunidade Europeia, foi possível dispor de um conjunto de instrumentos de desenvolvimento territorial que procuraram contrarias as dinâmicas regressivas dos territórios rurais, permitindo em grande medida concentrar população em áreas urbanas de pequena e média dimensão.

Os territórios rurais travessarem portanto, ao longo dos últimos cinquenta /sessenta anos um ciclo de despovoamento,  com cerca de duas gerações. Todavia, no ciclo de desenvolvimento europeu,  este despovoamento procurou ser contrariado através de promoção do interesse por áreas rurais para turismo e lazer.

Actualmente a agricultura passou a ser um vetor de dinamismo económico, que contraria o progressivo abandono dessa décadas. Trata-se contudo duma dinâmica económica intensiva sem recurso a contingentes de mão de obra intensiva, fora das temporadas específicas da apanha de frutos, época em que há atratividade para mo de obra migrante

Estamos portante perante contextos e dinâmicas de mudança.  Nesta página vamos procurar desenvolver a análise sobre a forma como espaços rurais (vistos como espaço de recursos e bens ambientais e culturais, se estão ajustar à transformação.

  • Do ponto de vista ambiental, de que forma estão a enfrentar a criação de dinâmicas de agricultura intensiva.
  • Do ponto de vista cultural, como estão a usar a sua memória social e a herança cultural.

Vamos olhar para os casos de

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